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ARTIGOS DE RADIOAMADORISMO BRASILEIRO

O QUE É A

RADIO-ESCUTA ?

Autor do artigo: Mário Keiteris (*)

home page = http://www.py2mxk.home-page.org



O QUE É A RADIO-ESCUTA ?

......................................................................................escreveu : Mário Keiteris PY2 M X K (*). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. ... radioamador veterano e. .. . . ..................................................................................... .. .... rádio-escuta ZZ2 - 0612...

O informe de recepção da rádio-escuta praticada pelos rádio ouvintes constitui-se no principal elemento de contato entre os radio ouvintes e as estações emissoras de radiodifusão (broadcasting), sendo que adquirem vital relevância nos casos de estações internacionais, porque através destes informes as estações de radiodifusão ficam sabendo em que condições são ouvidas, quais as freqüências que são melhores e quais os horários mais convenientes.

Na prática existem dois tipos de radio ouvintes :

1º - Aqueles rádio ouvintes que estão preferencialmente interessados em caçar e conseguir emissoras diferentes e exóticas para conseguir e obter a confirmação dos seus informes de recepção, esta atividade lhes da o nome de rádio-escuta.

2º - Aqueles rádio ouvintes que buscam na recepção do radio uma fonte de informação e de conhecimentos culturais, lingüisticos, humanos, geográficos, uma espécie de Internet nas ondas Hertzianas.

Cópia do CERTIFICADO DE RÁDIO-ESCUTA do autor deste artigo

Os primeiros são os rádio-escutas " DX'istas ", que possuem essa atividade como hobby, de maneira similar aos dos radioamadores

Os Cartões QSL de que os rádio-escutas remetem para as estações de radio difusão são muito bem aceitas por estas emissoras pois estes cartões representam fielmente de como esta sendo efetuada a recepção de seus sinais no receptor de rádio do ouvinte, na maioria das vezes a muitos milhares de kilometros da antena transmissora.

Os segundos são pessoas que apreciam a rádio-escuta, para aumentar seus conhecimentos culturais, turísticos, lingüisticos e políticos, são radio ouvintes, muitas vezes seguidores de tal ou qual emissora e em particular de algum programa especialmente.

Tanto os primeiros como os segundos geralmente mantém em especial contatos com as estações emissoras, tanto pelo ponto de vista mais pessoal ou dando a conhecer desde a óptica técnica das condições de como chegam os sinais até o receptor.

INFORMAÇÃO NECESSÁRIA

Aqui é onde começa o importante e necessário papel do rádio ouvinte, que precisa desenvolver a técnica da rádio-escuta, já que pouco ou de nada valeria as estações de radiodifusão lançar seus sinais com programas no ar sem ter a certeza de que estes sinais chegam em boas condições de inteligibilidade nos receptores dos destinatários.

Para os responsáveis destas estações emissoras é imprescindível saber se suas transmissões são interferidas por sinais de outras estações, ou se a freqüência utilizada esta apta ao serviço radiofônico ou se as condições de propagação estão contribuindo para o êxito da transmissão.

Estas restrições acima referidas podem permitir que façamos um artigo sobre cada uma delas, porém como não é o objetivo deste trabalho comentarei somente por cima de algumas particularidades, como por exemplo a eleição da freqüência de trabalho, que não é algo que todas as emissoras podem ter, apenas pretender.

As grandes potências radiofônicas dispõe de grandes quantidades de freqüências ao seu dispor, muitas vezes nos melhores seguimentos do expecto radioelétrico, apenas este fato obriga a outras estações emissoras de menor porte a transmitir em freqüências menos adequadas e portanto com inferiores possibilidades de êxito, estas emissoras menores, inclusive, são obrigadas a alugar freqüências daquelas emissoras que possuem maior disponibilidade.

Por outra parte, a desigual repartição de freqüências tem outras conseqüências, uma delas é a produção de interferências por parte das estações de rádio que transmitem fora da banda, interferências tambem causadas pelas estações de rádio que transmitem com enormes potências, solapando as vezes de propósito, programas de países politicamente inconvenientes.

As grandes estações de rádio pertencem atualmente aos países mais ricos, porém nem sempre foi assim.

A poucos anos atras a Rádio Tirana localizada na Albânia (Europa), era uma das estações de rádio transmissão mais poderosa do mundo, apesar do pais ser extremamente pobre e não possuir relevância internacional, era a Republica da China que ajudava financeiramente a manter as potentes instalações da Radio Tirana e uma gama muito ampla de programas irradiadas para o mundo todo em quase todos os idiomas.

Deterioradas as relações com o pais asiático, a Radio Tirana entrou em um profundo declínio, desaparecendo.

Os serviços técnicos das estações radiofônicas acumulam informações próprias para melhorar a qualidade das transmissões e sempre com a ajuda dos rádio ouvintes, certas estações possuem pessoal voluntário próprio para colaborar com os serviços técnicos das emissoras.

ENVIANDO DADOS

Esta claro de que os rádio ouvintes tem um papel fundamental para o mantenimento da programação, desde o ponto de vista técnico ao dar conhecimento das freqüências que são utilizadas, a qualidade das mesmas, qual o lugar em que é feita a escuta, com que receptor, etc..

Este conjunto de dados é que constitui o informe de recepção, que para comprovar sua veracidade deve ir acompanhado de uma serie de outros informes e de comentários relacionados com o programa escutado.

No caso de que os dados estejam corretos, será contestado com um Cartão QSL da estação de rádio, geralmente acompanhado com uma serie de material publicitário, propagandistico, turístico, etc., sempre dependendo do pais de origem da estação de rádio.

Com o tempo o rádio-escuta pode chegar a possuir uma estupenda coleção de Cartões QSL e lembranças das emissoras de lugares diferentes do mundo e exóticos.

Em certas ocasiões o material que se recebe das estações de rádio poderá ser muito interessante e bonito.

Fazer um informe de recepção e tão simples como escrever um bilhete, já que não se trata de fazer um elaborado estudo técnico, mas apenas oferecer aos responsáveis da emissora pistas necessárias para saber como chega o sinal da estação emissora no local em que esse sinal esta sendo escutado.

Existem impressos padronizados e preparados para facilitar o preenchimento dos dados, o informe de recepção pode também fazer parte de uma carta normal do rádio ouvinte endereçada a emissora na qual esteja também incluídos outros conteúdos como comentários pessoais, dia e hora da escuta, relação dos programas escutados, avaliação dos programas, tipo de antena, marca do receptor etc..

Ainda que para os menos avisados possa parecer algo complicado, insisto em que não é, ademais as emissoras de rádio sabem que quem envia o informe de recepção é simplesmente um rádio ouvinte e não um especialista em transmissões radiofônicas, por tanto não a exigência de que o ouvinte demonstre ter altos conhecimentos técnicos específicos.

O fundamental é comunicar certos aspectos com grande clareza, entre eles cito os principais :

O nome da estação que foi escutada; o dia e a hora da escuta, o horario deverá ser anotado em UTC ( Unidade de Tempo Coordenado) ou GMT ( horário de Grenwith); o programa escutado; dados do programa; freqüência; os defeitos na freqüência; a banda em metros; sendo que, o sinal recebido deverá ser anotado no código SINPO; marca e modelo do receptor utilizado na escuta; o tipo de antena empregada; local onde se fez a rádio-escuta; se na zona rural ou na zona urbana; nome e endereço do ouvinte, e deve constar também se deseja ou não a confirmação do informe com o Cartão QSL da emissora.

Os dados devem ser anotados com simplicidade e total clareza, principalmente sem exageros sobre a qualidade do sinal recebido.

Gostaria de lembrar de que não ajuda em nada os técnicos das estações emissoras se forem fornecidos os controles do sinal melhor do que realmente foram recebidos no receptor.

Não creia que seja melhor, nem obtém-se mais lembranças da estação emissora por dizer de que a recepção do seu programa foi magnifica, quando na realidade isso não aconteceu.

Outro conselho é escrever no mesmo idioma em que o programa foi transmitido.

É dizer, se o programa foi transmitido em língua espanhola, devemos escrever a seção hispano-americana da estação emissora em espanhol, evitando totalmente acrescentar termos em outros idiomas como por exemplo :

P. O. BOX ou Caixa Postal etc., mencionando apenas Casilla del Coreo.

É imprescindível reportar detalhes do programa escutado.

O nome do programa apenas não é valido, se não estiver complementado com um resumo do que foi escutado, alguma frase lateral ou alguma canção cobrindo de pelo uns quinze minutos de recepção.

Não é obrigatória, mas sempre são bem vindas as sugestões sobre o programa escutado, especialmente se tivermos em conta de que os responsáveis pelo programa estão a muitos milhares de kilometros de distância e que o seu único vínculo com o ouvinte é precisamente através das cartas recebidas.

O INFORME DE RECEPÇÃO

Para enviar os dados da escuta não há necessidade para o rádio ouvinte recorrer a nenhum impresso especial, bastando apenas anota-los na carta a ser enviada à emissora, porém cada ouvinte ou rádio-escuta pode fazer seus próprios impressos para o informe de recepção, aproveitando as facilidades de faze-los através do computador com um programa de textos.

Também é bastante interessante empregar os impressos de informe de recepção que são fornecidos pelas próprias estações emissoras que facilitam a vida dos rádio ouvintes, estes impressos cobrem todos os conceitos por nós acima indicados e explicados.

Anoto ainda como conselho, o melhor é ir completando o informe de recepção a medida que se vai fazendo a escuta, desta forma evita-se de esquecer algum pequeno detalhe da transmissão, posto que, desta maneira estaremos demonstrando realmente de como a escuta se realizou sem omitir nenhum detalhe por menor que seja.

Não se deve deixar de mencionar no informe de recepção a marca, o modelo e a antena do receptor utilizado na escuta.

De nada serve aos técnicos da estação emissora quando o nome do receptor vem anotado no informe genericamente : como um portátil; um multibanda; um transistorizado, e assim afora, pois os técnicos das emissoras conhecem a qualidade de áudio de cada um dos receptores.

Também não é a mesma coisa dar uma reportagem com 4 de sinal e 5 de interferência usando um receptor de alta qualidade e informando o nome de outro receptor de qualidade inferior.

O mesmo cabe dizer da antena :

Os valores recebidos por um excelente receptor e utilizando uma antena de fio longo, são menos espetaculares do que quando se obtém essa mesma escuta com um pequeno portátil a pilhas e antena telescópica.

Também deve ser frisado onde foi realizada a escuta, se em zona rural ou urbana, porque nas zonas rurais a recepção é infinitamente melhor

Por ultimo, somente resta solicitar as estações rádio difusoras de que nos enviem o material de lembranças quando lhes seja possível, antes ou depois do Cartão QSL, segundo a emissora possa, assim iremos recebendo as lembranças e as confirmações com o Cartão QSL das estações emissoras seguros de enorme ilusão, também iremos completando nossa coleção de Cartões QSL que não somente demonstrará que desfrutamos do encanto das ondas curtas e fica muito claro de que tivemos tido com ela outra serie de conhecimentos culturais, lingüisticos, humanos, turísticos, geográficos, políticos, e outras índoles que somente a faceta da rádio recepção oferece aos seus rádio ouvintes.

(*) O autor Mário Keiteris PY2 M X K é radioamador veterano, radio-escuta ZZ2 0 6 1 2 e escritor de livros de temas radioamadoristicos, já com 11 livros escritos e editados em São Paulo.

e-mail : py2mxk@canada.com - Site Internet : http://www.py2mxk.home-page.org


Sobre o autor do artigo : Além de escrever artigos para a Revista e Jornal Radioamadorismo & Faixa do Cidadão, QTC de Porto Alegre, LY QTC da Lithuania, o autor é ex Diretor de Cursos da antiga LABRE/SP., é ex Diretor de Cursos da Liga Paulista de Radioamadores L. P. R., é autor dos livros Radioamadorismo : Hobby? ou Ciência!, Manual de Antenas para o Radioamador, Manual do PXista Receitas de Antenas para o Radioamador e de outras obras relativas ao radioamadorismo, bem como das Apostilas de Preparo aos Exames de Radioamador, doados na época para a LABRE/SP. comercializa-las.

É co-Autor da Apostila para exame de Técnica e Ética Operacional escrita no ano de 1.996 para a Delegacia Regional do Ministério das Comunicações de São Paulo e em uso atualmente, também é  SUPPORT MEMBER da L. R. M. D. Associação dos Radioamadores da Lithuania.

É Radioamador Veterano classe "A" com indicativo PY2 M X K, Radio-escuta com o indicativo ZZ 2 - 0 6 1 2

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